
Você pode traçar o seu próprio caminho e Duquesa é prova disso
Duquesa, estrela de capa digital da CAPRICHO de março, é um dos novos nomes do rap que você ainda vai ouvir falar muito por aí.
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Seja isso”, “Faça aquilo”, “Vista isso”, “Fale assim”, “Trabalhe”, “Case”, “Tenha filhos”, “Seja uma boa menina”. Ainda em 2025, a pressão em um mundo em crise faz com que a gente concentre índices assustadores de ansiedade em meninas e mulheres jovens, que sentem que estão ficando para trás enquanto se comparam ao rolar um feed infinito.
Duquesa, estrela de capa digital da CAPRICHO de março, é um dos nomes que você ainda vai ouvir falar muito por aí. Além de não ter cumprido com essa trajetória linear de vida, ela contou à jornalista colaboradora Bruna Nunes na entrevista que, entre os “mandamentos da Big D”, hoje adicionaria mais um – e que talvez use ele em uma nova música.
“Diga não sem ter dó. A juventude, a geração Z, hoje, está com uma ansiedade de sobrecarga que é bizarra. Sofro muito por estar parada, mano. Sofro muito de não trabalhar, de descansar, de ficar parada. Isso não é normal”, ela conta. “Quanto mais eu não lembro de mim, mais as coisas desandam.”
Ela era só uma adolescente que nasceu em Feira de Santana, no interior da Bahia, que amava cultura hip-hop e que em segredo fazia rap. Hoje, aos 24 anos, ela mantém a conexão com si mesma e alimenta uma cena feminina do rap brasileiro enquanto cresce na carreira musical e já coleciona prêmios, viu? Ela também dá voz a uma geração que precisa ser ouvida.
“Foi somente na casa dos vinte, após ouvir o trabalho de Duquesa, que entendi qual era o meu lugar no rap. Nos versos dela, eu pude enxergar minha individualidade, minha racialidade, meus afetos, minha consciência de classe. E por que não o lugar de prazer pessoal?”, escreve Rômulo Santana, estagiário da CH em depoimento sobre conexão com as mulheres no rap.
No texto, ele explica como Duquesa, Ebony, Tasha e Tracie e AJuliaCosta estão invadindo o mainstream e furando a bolha de vez.
Em seguida, a gente promove quase que um encontro de gerações no rap, hip-hop e R&B. Isso porque nos inspiramos – e contamos com o talento das profissionais Naná Reis no styling, Katia Araújo na maquiagem e Camila Tuon na fotografia – nas rappers dos anos 90 e 2000 para criar um ensaio digno de uma estrela em ascensão.
Tal qual Lil’ Kim, Lauryn Hil, Missy Elliott, Duquesa também saiu de casa para brilhar. E você aí do outro lado da telinha precisa saber que, assim como elas, também pode criar o seu próprio caminho. Bora?
Um beijo,
Déa