Você pode traçar o seu próprio caminho e Duquesa é prova disso

Duquesa, estrela de capa digital da CAPRICHO de março, é um dos novos nomes do rap que você ainda vai ouvir falar muito por aí.

Por Andréa Martinelli 18 mar 2025, 12h00

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eja isso”, “Faça aquilo”, “Vista isso”, “Fale assim”, “Trabalhe”, “Case”, “Tenha filhos”, “Seja uma boa menina”. Ainda em 2025, a pressão em um mundo em crise faz com que a gente concentre índices assustadores de ansiedade em meninas e mulheres jovens, que sentem que estão ficando para trás enquanto se comparam ao rolar um feed infinito.

Duquesa, estrela de capa digital da CAPRICHO de março, é um dos nomes que você ainda vai ouvir falar muito por aí. Além de não ter cumprido com essa trajetória linear de vida, ela contou à jornalista colaboradora Bruna Nunes na entrevista que, entre os “mandamentos da Big D”, hoje adicionaria mais um – e que talvez use ele em uma nova música.

Diga não sem ter dó. A juventude, a geração Z, hoje, está com uma ansiedade de sobrecarga que é bizarra. Sofro muito por estar parada, mano. Sofro muito de não trabalhar, de descansar, de ficar parada. Isso não é normal”, ela conta.Quanto mais eu não lembro de mim, mais as coisas desandam.”

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Ela era só uma adolescente que nasceu em Feira de Santana, no interior da Bahia, que amava cultura  hip-hop e que em segredo fazia rap. Hoje, aos 24 anos, ela mantém a conexão com si mesma e alimenta uma cena feminina do rap brasileiro enquanto cresce na carreira musical e já coleciona prêmios, viu? Ela também dá voz a uma geração que precisa ser ouvida.

“Foi somente na casa dos vinte, após ouvir o trabalho de Duquesa, que entendi qual era o meu lugar no rap. Nos versos dela, eu pude enxergar minha individualidade, minha racialidade, meus afetos, minha consciência de classe. E por que não o lugar de prazer pessoal?”, escreve Rômulo Santana, estagiário da CH em depoimento sobre conexão com as mulheres no rap.

No texto, ele explica como Duquesa, Ebony, Tasha e Tracie e AJuliaCosta estão invadindo o mainstream e furando a bolha de vez. 

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Em seguida, a gente promove quase que um encontro de gerações no rap, hip-hop e R&B. Isso porque nos inspiramos – e contamos com o talento das profissionais Naná Reis no styling, Katia Araújo na maquiagem e Camila Tuon na fotografia – nas rappers dos anos 90 e 2000 para criar um ensaio digno de uma estrela em ascensão. 

Tal qual Lil’ Kim, Lauryn Hil, Missy Elliott, Duquesa também saiu de casa para brilhar. E você aí do outro lado da telinha precisa saber que, assim como elas, também pode criar o seu próprio caminho. Bora?

Um beijo,

Déa

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