uero tanto fazer isso. É isso que quero”, pensou Emma Myers ainda criança enquanto admirava os atores nos documentários de bastidores dos filmes de Senhor dos Anéis. Aos 23 anos, a jovem norte-americana já pode dizer que chegou lá e tudo começou com Enid, que ganha ainda mais destaque na 2ª temporada de Wandinha, da Netflix. Entre séries e filmes de sucesso, a estrela ganhou destaque com personagens que são bem diferentes entre si, mas que carregam uma coisa em comum: a celebração daquilo que faz com que cada um de nós sejamos únicos.
Atraída principalmente pelos universos mágicos, Myers vê a fantasia como uma fuga da realidade. São as construções de cenários distópicos em combinação com personagens complexos que oferecem um espaço seguro para se desconectar quando a vida parece pesada demais – e você aí do outro lado sabe bem como é isso, né?
“É como dar uma pausa na vida para poder mergulhar em um livro ou filme que parece muito distante de onde sua vida está”, disse a atriz em entrevista exclusiva para capa de agosto da edição digital da CAPRICHO.
Também reconhecida como uma verdadeira fangirl, o movimento contrário de se tornar inspiração e referência para outros foi um tanto estranho para Emma. “Sou muito grata pelas reações com todas as minhas personagens, é a melhor coisa do mundo. Mas é definitivamente estranho, já que fui fã de muitas coisas desde criança e, de repente, passei por essa transição em que me tornei a pessoa de quem são fãs. É uma mudança esquisita.”
É sobre encontrar o lugar onde você pertence e abraçar quem você é.
Emma Mayers, em entrevista à CAPRICHO
Interpretando Enid, um dos principais papéis do elenco de Wandinha, da Netflix, Myers ganhou reconhecimento. Não demorou para que ela fosse escalada para projetos como Manual de Assassinato Para Boas Garotas e Um Filme Minecraft.
De volta na segunda temporada da série da Netflix, ela está ainda mais confiante, assim como sua personagem. “O crescimento da Enid no decorrer das duas temporadas reflete o meu próprio amadurecimento na vida”, explicou Myers. “Foi ótimo poder interpretá-la com um olhar diferente que ainda mantém a essência dela.”
Trabalhando aceitação das peculiaridades de cada pessoa, o enredo da produção ganha vida com personagens autênticos, como o papel de Emma. “Uma das mensagens centrais da série é aceitar sua esquisitice. É sobre encontrar sua comunidade e se encaixar, entender de onde os outros vem porque o mundo está cheio de pessoas diferentes.”
Leia o papo completo abaixo:
CAPRICHO: Enid é uma grande personagem na sua carreira. Como foi retornar para uma versão mais confiante dela na segunda temporada de Wandinha?
Emma Myers: Acredito que o crescimento da Enid no decorrer das duas temporadas representa o meu próprio amadurecimento na vida. Retornar para uma Enid mais forte e confortável na própria pele reflete como me sinto na vida real. Isso faz muito sentido para a personagem. Foi muito interessante vê-la em duas fases diferentes da vida e sempre achei que seria uma ideia divertida ter uma Enid com diferentes looks, mudanças e personalidades em cada temporada. Foi muito bom poder interpretá-la com um olhar diferente que ainda mantém a essência dela.
Dividir a experiência de set com o elenco foi diferente da primeira temporada?
Sim, é diferente, mas é sempre muito divertido para nós. Somos muito próximos e gravar a segunda temporada foi ainda mais confortável. Conhecemos nossos personagens e foi genuinamente ótimo. Sempre dizemos que voltar para o set é tipo um acampamento de verão. Nos divertimos muito sendo esses personagens e gravando essa série juntos.
Um dos principais pontos da série é a celebração das características que tornam cada pessoa única. Acredito que isso traz uma mensagem sobre ser quem você quiser sem medos, e a Enid carrega muito disso. Você nota esse impacto?
Com certeza. Uma das mensagens centrais da série é aceitar sua esquisitice. É sobre encontrar sua comunidade e se encaixar, entender de onde os outros porque o mundo está cheio de pessoas diferentes. Definitivamente acredito que uma das mensagens da série é encontrar o lugar onde você pertence e abraçar quem você é.