9 de julho é feriado? Entenda o que é comemorado nesse dia

Celebração do 9 de julho tem origem na Revolução Constitucionalista de 1932, fato histórico que marcou a história de São Paulo e do Brasil.

Por Juliana Morales 1 jul 2024, 18h00 | Atualizado em 9 jul 2025, 11h33
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amos direto ao ponto: dia 9 de julho é feriado, sim. Mas apenas no Estado de São Paulo, tá? Afinal, a data comemora a Revolução Constitucionalista de 1932, um confronto armado paulista contra o regime de Getúlio Vargas.

Isso acontece desde 1995, quando o então Deputado Guilherme Gianetti apresentou o Projeto de Lei n. 710/1995, e o então governados Mario Covas assinou a Lei Estadual n. 9.497, de 05.03.1997, instituindo o dia 9 de julho como feriado civil do Estado.

Mas o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932?

Tudo começou em 1930. Após um golpe de Estado, que derrubou o então presidente Washington Luís e impediu a posse de seu sucessor, Getúlio Vargas assumiu o poder e passou a governar sem uma Constituição.

Como explica artigo da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), “as medidas de Vargas visavam reduzir a influência das oligarquias regionais sob os estados. Dissolvidos os Legislativos e Executivos locais, nomearam-se interventores federais para cada unidade da federação. Os interventores, por vezes, se desentendiam com os contextos locais – e justamente desse descontentamento nascem as distensões que levaram à revolta dos paulistas”. Entre as principais demandas estava o estabelecimento de uma nova Constituição.

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Já muito insatisfeitos com o Governo Provisório de Vargas, o estopim para os revolucionários foi as mortes dos jovens Martins, Miraguaia, Dráuzio e Camargo (MMDC) em 23 de maio de 1932, durante confronto com forças do Governo Federal.

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Depois de conseguir mais apoio por todo o estado, os paulistas começaram o ataque no dia 9 de Julho de 1932, pegando o governo Vargas de surpresa. A população doou ouro para ajudar na Revolução e o movimento contou com a ajuda dos setores industriais. As oligarquias de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, por outro lado, decidiram ficar de fora do confronto.

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A revolução acabou em menos de três, no dia 1º de outubro de 1932. São Paulo perdeu e foi massacrado pelo governo federal. Ainda assim, pode-se observar resultados relevantes da luta. No ano seguinte, em 1933, aconteceu uma eleição para a Assembleia Constituinte e, em 1934, é promulgada uma nova Constituição brasileira.

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