Cerimônia do 8 de janeiro em Brasília reforça importância da democracia

A data de 8 de janeiro ficou marcada com um dos maiores ataques à democracia e às instituições já vividos no país.

Por Andréa Martinelli 8 jan 2025, 18h08
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oje, 8 de janeiro, marca a data dos dois anos em que assistimos à depredação de prédios históricos em Brasília (DF), na praça dos Três Poderes, por golpistas opositores ao governo Lula (PT), recém eleito pela terceira vez no país à época – caso você não se lembre o que rolou, a gente te explica nesse link aqui.

Em cerimônia realizada hoje, quarta-feira (8), no Palácio do Planalto, o presidente lembrou investigações sobre a invasão e depredação das instituições e citou o filme Ainda Estou Aqui, ao reforçar a importância de manter a democracia forte no país.

“Ainda estamos aqui, ao contrário do que planejavam os golpistas”, disse, fazendo referência ao filme de Walter Salles, que rendeu um Globo de Ouro de Melhor Atriz em Drama à Fernanda Torres no último domingo (5).

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A data do 8 de janeiro ficou marcada com um dos maiores ataques à democracia já vividos no país —o STF (Supremo Tribunal Federal) já condenou 375 réus pelos atos, que resultaram na denúncia de 1.682 envolvidos.

“Estamos aqui, mulheres e homens de diferentes origens, crenças, unidos por uma causa em comum. Estamos aqui para dizer alto e bom som ditadura nunca mais, democracia sempre”, disse.

Em outro momento de seu discurso, o presidente defendeu a punição dos responsáveis pela tentativa de golpe após a eleição de 2022 e pelos ataques aos prédios públicos – e posou ao lado de obras de arte depredadas, que foram restauradas e devolvidas ao Planalto.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil participa de uma cerimônia de arte restaurada na sala de audiências presidenciais em 8 de janeiro de 2025 em Brasília, Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil participa de uma cerimônia de arte restaurada na sala de audiências presidenciais em 8 de janeiro de 2025 em Brasília, Brasil. Claudio Reis/Getty Images

“Os responsáveis pelo 8 de janeiro estão investigados e punidos. Ninguém foi ou será preso injustamente. Todos pagarão pelos crimes que cometeram, todos.”

Ele também citou que aqueles que “planejaram o assassinato do presidente e do vice-presidente da República e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Terão amplo direito de defesa e terão direito à presunção de inocência.”

O presidente, em sua fala, se refere à operação da Polícia Federal que descobriu um plano articulado lá em 2022 para evitar a posse de Lula em 2023. Segundo a PF, o plano previa o assassinato do petista, do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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