Conan O’Brien é criticado por piada sobre ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar

Comentário fora de contexto do apresentador não reconhece o horror da ditadura militar no Brasil.

Por Andréa Martinelli Atualizado em 2 mar 2025, 23h33 - Publicado em 2 mar 2025, 23h33
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onan O’Brien, que é comediante, começou o Oscar 2025 na noite deste domingo (2) “saindo de dentro” da Demi Moore em uma paródia em vídeo do filme A Substância, que está concorrendo na categoria de Melhor Filme, assim como Ainda Estou Aqui. Mas após uma piada com o longa dirigido por Walter Salles, muitos brasileiros desejaram que ele não tivesse saído de lá.

“O filme ‘Ainda estou aqui’ fala de uma mulher que tem que viver sozinha depois do marido desaparecer. Minha esposa falou que adorou a história e queria que acontecesse com ela”, disse o apresentador, ao citar o filme brasileiro após destacar Um completo desconhecido, Nosferatu e ainda fazer outras piadas com as polêmicas envolvendo Emília Pérez.

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Após o comentário fora de contexto, ele foi criticado nas redes sociais – em sua maioria, as críticas vieram do público brasileiro. Um dos usuários até fez uma relação com o episódio do Oscar em 2023 em que Will Smith deu um soco em Chris Rock.

 

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O filme dirigido por Walter Salles concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres indicada.
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Esta é a primeira vez que o comediante, produtor e apresentador vai comandar a cerimônia. Em 2023, o responsável por apresentar a premiação foi Jimmy Kimmel. O apresentador voltava ao palco depois de comandar o evento 2017 e 2018. Nos três anos seguintes, o Oscar não teve apresentadores.

Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o filme Ainda Estou Aqui narra a trajetória de Eunice Paiva, sua mãe, vivida por Fernanda Torres.

Mãe de cinco filhos, Eunice enfrenta o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, interpretado por Selton Mello, durante a ditadura militar brasileira nos anos 1970. Ela se torna um dos principais nomes de luta pelos direitos indígenas e, também, pelo direito à memória e reconhecimento da violência provocada pelo estado naquele período.

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